Como Escolher Sapatilhas de Padel
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Quem já escorregou numa viragem junto ao vidro sabe que o problema raramente é a técnica, mas sim o que se calça. No padel, o calçado condiciona cada travagem, cada mudança de direção e, a prazo, a saúde dos tornozelos e dos joelhos. Escolher bem é uma decisão de desempenho e de prevenção de lesões no padel, não de estética.
Sola de espiga ou omni: o que muda no court
A sola é o primeiro filtro. A sola de espiga (clay), com padrão em escamas ou em “V”, oferece mais aderência ao court em relvado sintético com pouca areia e permite deslizar de forma controlada. A sola omni, com pequenos pinos multidirecionais, rende mais em pistas com muita areia ou já desgastadas, onde garante tração em qualquer direção. Para comparar modelos de sapatilhas para padel por tipo de sola, reforços e nível de amortecimento, o catálogo da Fun Padel, loja online europeia especializada com entregas em Portugal e Espanha, serve de referência prática antes de experimentar no clube ou em loja.
Amortecimento, conforto e estabilidade lateral
Ao contrário da corrida, o padel exige apoios curtos, paragens bruscas e deslocamentos laterais. Uma entressola em EVA bem dimensionada absorve o impacto dos saltos e das arrancadas, mas almofada em excesso tira sensibilidade ao piso e reduz a estabilidade lateral. O ideal é combinar amortecimento e conforto no calcanhar com uma zona dianteira mais firme. Fabricantes de referência, como Bullpadel, Asics ou Nox, desenvolvem entressolas e reforços pensados para o jogo lateral.
Procure também reforços em TPU nas laterais e uma palmilha anatómica, que mantêm o pé centrado e reduzem o risco de entorses. A fixação do tornozelo depende de bons atacadores, de uma língua acolchoada e de um cano que abrace o calcanhar sem o apertar. Quem tem pé largo deve privilegiar modelos com biqueira mais generosa.
O que verificar antes de decidir
Antes de fechar a escolha, passe por esta lista rápida:
- Piso habitual: espiga para pistas com pouca areia, omni para as mais arenosas ou gastas.
- Ajuste: o calcanhar não deve levantar e os dedos precisam de cerca de meio centímetro de folga.
- Reforços laterais: devem ser firmes ao tocar, sobretudo se o seu jogo tem muitas mudanças de direção.
- Peso: modelos mais leves ajudam na rapidez, mas costumam ter menos proteção.
- Hora da prova: experimente ao fim do dia, quando o pé está ligeiramente mais inchado.
Pisar com segurança: o essencial em poucas linhas
O problema costuma ser sempre o mesmo: derrapagens, desconforto ou dores depois do jogo. A solução passa por ajustar a sola ao piso, equilibrar amortecimento com estabilidade e garantir uma fixação firme do tornozelo. Nenhuma raquete, por boa que seja, compensa um calçado inadequado. Por isso, convém comparar características com calma, em fontes especializadas como a Fun Padel, e substituir as sapatilhas assim que a sola perder o relevo.
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Iryna Mykhalchuk
Equipa Fun Padel
Vitalii Grigorovich